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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João 869,  14882-010 Jaboticabal SP
A VACINA E A ÓPERA DO MALANDRO . Jaboticabal, 25 de janeiro de 2021 Prezados leitores Estamos vendo nos dias de hoje, quando o Brasil começou a vacinar os Brasileiros, contra a covid-19, surgir mais uma vez o malandro brasileiro. Me refiro aquele tipo de brasileiro que a cotoveladas e sem escrúpulo algum, procura se dar bem a todo o custo. Agora ele aparece cortando a fila das pessoas que estão na faixa prioritária para a vacinação. Na realidade este tipo de brasileiro, este malandro, já surgiu desde o início da pandemia. Mas porque citar que este tipo de brasileiro é o malandro? Na década de 80, Chico Buarque de Holanda, se baseando em duas peças teatrais (A Ópera do Mendigo de John Gay e Opera dos três vinténs de Kurt Weill e Bertolt Brecht) e criou a Ópera Do Malandro. Nesta peça de Chico Buarque, narra a chegada do capital estrangeiro na década de 40 e o incentivo governamental para industrialização do pais, e como o mau brasileiro, o malandro agiu para se aproveitar. Usando de textos de sociologia de seu pai, Sergio Buarque de Holanda e de Darcy Ribeiro, ele narra a trajetória de parte da população brasileira que quer se dar bem de qualquer jeito. Aquela parte de brasileiros que privilegia o interesse particular acima do interesse público, que despreza qualquer questão de ética e que, procura se dar bem mesmo prejudicando os demais. Na peça nós vemos personagens que recebem incentivos do governo e o usam para o interesse particular, mesmo que para isto usem de corrupção e até de prostituição. Guardadas as devidas proporções, estamos vendo desde o início da pandemia, que pouquíssimos governantes seguiram o que prescreve a constituição. Primeiramente Governadores do nordeste e sudeste visando o lucro do carnaval, esconderam durante o período carnavalesco, que existia o perigo do vírus, para que o povo saísse na rua e gerasse lucro, lucro do qual parte seria revertido em impostos. Depois decertaram estado de emergência, e muitos, como o Malandro da peça, usaram estes decretos para desviar dinheiro de respiradouros artificiais. Muitos políticos, inclusive no Amazonas, são agora processados por isto. Deste ato de malandragem no qual os governadores usaram do STF para usurpar ou diminuir a atribuição do governo federal na pandemia, não escapa nem mesmo a presidência da república. O governo federal, ao ver os governadores tomarem a dianteira, o que fez? encolheu os ombros e se eximiu da responsabilidade. Oras, ao ver prefeitos decretando isolamento horizontal e interferindo no direito de ir e vir, deveria ele governo feral dizer, como seria este isolamento. Só a federação podia decretar isto. Mas a malandragem de muitos fez com que os governadores se arvorassem em ditar regras que deveriam ser ditadas apenas pela federação. Prefeitos, ilegalmente fecharam cidades aqui na região e o governo o que fez? Nada, se omitiu. O judiciário o que fez? Se omitiu, claro era vantajoso a omissão, assim ele não se indispunha com outras autoridades e ficava no seu canto esperando a vacina. Agora o Malandro da peça de Chico Buarque o que faz? Fura fila, filhos de deputados, prefeitos, tomam vacina e esquecem a prioridade de deve ser dada, como decretado pelo Ministério da Saúde. Para o malandro vale mais o interesse particular que o público. Ele usa de cargos, de dinheiro público, sempre com interesse particular e escuso, sujo. Muitos malandros, candidatos que eram, quando assumiram o cargo, esperaram a sua vez de tirar vantagem, infelizmente como sempre ocorreu. Infelizmente quando é para se decretar o distanciamento social, decreta-se contra o mísero comerciante, já afogado em impostos, enquanto um bando de malandros balançam ao som de músicas estridentes, no meio da rua, e pouco os governos estaduais ou municipais agem contra essa farra de dança no meio da rua em plena pandemia. Porque um comercio com seus poucos fregueses no interior paulista, causa risco de aglomeração e um bando de malandros dançando no meio da rua, não? Será que é porque o trabalho, neste pais, no Brasil, parece que sempre foi mal visto, e a malandragem não? Para azar deste país, muitas pessoas se acomodaram em gritar apenas nas redes sociais. Gritam, brigam, mas não ingressam em partidos, ou movimentos para com suas ideias, ajudar a mudar este estado de coisas e afugentar um bando de malandros, que está nas várias esferas de governo. Os poucos honestos que entram na política, com a ausência destes brasileiros que poderiam estar lá, ficam sozinhos e não conseguem fazer nada. Esta presença do brasileiro consciente está fazendo falta, o malandro sabendo que o brasileiro honesto pouco se mexe, ganha espaço e faz falcatrua em tudo, atrapalhando os brasileiros que querem fazer alguma coisa. Agora o malandro, depois de roubar e superfaturar na instalação de leitos hospitalares, passa na frente na fila da vacina. Resta saber qual vai ser o próximo ato deste bando de malandros?
fotos: facebook do autor  dominio público e EBC R7 internet no final do artigo musicas sobre a òpera do Malandro
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Clique nas fotos para ouvir as musicas O Malandro e Homenagem ao Malandro, de Chico Buarque
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