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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com.br Rua São João, 869,  14882-010, Bairro Aparecida Jaboticabal SP
NESTE DIA 25 DE AGOSTO RENÚNCIA DE JÂNIO QUADROS COMPLETA 60 ANOS Por Mentore Conti Mtb 0080415 SP // foto domínio público internet Jaboticabal, 24 de agosto de 2021 Nesta quarta-feira dia 25 a renúncia de Jânio da Silva Quadros, ao cargo de presidente da república completa 60 anos. Depois de governar sete meses ser eleito por 6 milhões de votos, Jânio Quadros que tinha sido governador de São Paulo, renuncia ao mandato em um bilhete de 5 linhas (foto abaixo).  A renúncia de Jânio Quadros até hoje é praticamente um mistério. Na época se dizia que ele tinha renunciado por causa de forças ocultas, que não o deixavam governar. Já o general Ernesto Geisel diz em entrevista que resultou no livro “Ernesto Geisel” de Maria Celina d’Araujo e Celso Quadros, 3ª edição 1997, que era Comandante Militar de Brasília e ficou sabendo da renúncia quando estava no ministério da Guerra; Geisel disse que de início pensava que Jânio Quadros tinha renunciado por não ter maioria no congresso e, com o problema do Lacerda, que tinha ocorrido na véspera, renunciara convencido de que o clamor popular exigiria sua volta. Na época em que o livro foi escrito ele disse que mudaram de opinião em relação ao assunto. Geisel disse que um oficial na Casa Militar de confiança de Jânio Quadros, o Almirante Faria Lima, relatou a ele, Ernesto Geisel o que aconteceu, dando uma versão completamente diferente sua opinião. De acordo com esta versão, Jânio se acovardou diante das condições de governo e assim, ele não tinha condições de governar resolveu ir embora mesmo e não sonhava voltar.  Segundo o relato de Ernesto Geisel, no dia do soldado (25 de agosto), durante a cerimônia em Brasília ele conversou o chefe da casa militar General Pedro Geraldo de Almeida, que nessa ocasião disse a Geisel, “te prepara que hoje vai ter coisa grossa” e ele Geisel perguntou se o Jânio ia promover uma intervenção na Guanabara (estado existente na época em que era governado por Carlos Lacerda, inimigo de Jânio e ele General Pedro respondeu:  Não, coisa muito pior! Foi então que depois conversando com General Pedro ficou sabendo que Jânio ia renunciar. Geisel então vai ao Ministério da Guerra e conta o ministro Denys o que tinha ocorrido e o general Denis, junto com os ministros da Marinha e aeronáutica conversaram com Jânio, por causa da informação que Geisel tinha repassado e disseram a Jânio Quadros que ele tinha apoio completo das Forças Armadas e que nessa área ele não tinha problemas e que podia contar com isso, disseram que ele Jânio, não devia sair e eles fizeram um apelo insistente para que ele não renunciasse. Jânio então disse: não, eu vou renunciar!!  Segundo Geisel, Jânio renunciou acovardado, porque não podia realizar o que prometia. Sobre o episódio Geisel comenta que Jânio se apegava a questões bobas, como biquíni na praia, brigas de galos de rinha e assim por diante, era um passional.  A renúncia de Jânio Quadros abriria uma crise que seria contida por completo apenas em 31 de março de 1964, pois o seu sucessor o vice-presidente João Goulart tentou governar com apoio Do PCB ( na época alinhado a URSS) e sindicatos e contava com assessoria de Leonel Brizola. Depois de erros e mais erros,  que incluíram a autorização para treinamento de guerreiros pelo exército cubano dentro do Brasil e apoio a um Sindicato de Sargentos,  João Goulart sofre o golpe militar comandado então por 17 governadores e uma Junta Militar composta por Antônio Muricy, Ernesto Geisel, Castelo Branco, Emílio Garrastazu Médici e outros.  Depois disto, dentro de um contexto da Guerra Fria, onde os Estados Unidos da América, enfrentava a contra União Soviética por áreas de influência no mundo, e depois de 2 guerrilhas uma Urbana e uma Rural e o movimento estudantil de 1968,) que no Brasil foi cooptado pelo PCB e da ALN que tinha a chefia de Marighela e do Jaboticabalense Joaquim Camara (Comandante Toledo) o Brasil volta a ter um governo civil em 1985. Além do Joaquim Câmara, da ALN (Aliança Libertadora Nacional) que lutou pela esquerda da época, um outro Jaboticabalense se destaca nesta luta política, o advogado Alfredo Buzaid, que tinha sido integralista e chegou a Ministro já Justiça no período.