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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com.br Rua São João, 869,  14882-010, Bairro Aparecida Jaboticabal SP
EM JABOTICABAL MUNÍCIPES RECLAMAM DE FALTA D’AGUA Abastecimento está irregular em vários bairros. Rede de captação e distribuição não atendem a demanda Mentore Conti Mtb 0080415 SP // foto Crônica e Arte e EBC Jaboticabal, 4 de outubro de 2021 A cidade de Jaboticabal vem sofrendo como falta d'água desde o começo de agosto, mas a crise se agravou neste mês de setembro e em alguns bairros ou localidades, a água dura das 6 horas da manhã ao meio-dia sem pressão, já em bairros, outros os moradores ficam sem previsão de quando terão abastecimento de água, mas mesmo durante esse período a conta de água vem sendo cobrada normalmente. Neste domingo dia 3 uma a dona de casa, Rosana da Silva Alves, que mora no bairro Aparecida no quarteirão de cima da Total Health estava sem água. Mesmo com um poço do SAAEJ (Serviço Autônomo de Agua e Esgotos de Jaboticabal) próximo à sua residência, ela estava com a louça para lavar desde a manhã.  Quando o site crônica e Arte falou com Rosana já eram 14 horas e a água não tinha vindo.  Segundo Rosana a falta de água é, antes a água acabava à tarde e voltava à noite e agora acaba a tarde e as 6 horas da manhã, vem pouca quantidade e acaba as 11 horas no máximo.  A água que chega é apenas um filete de água, sem pressão e que não enche a caixa. Na casa de Rosana a situação era precária desde a última quarta-feira e já tinha piorado neste último mês de setembro. A moradora comprou um balde e tem uma caixa e um tambor de 200 litros próximo ao registro do relógio, mas muitas vezes tem que ir na casa das irmãs para lavar roupa e alguma louça. Quando vai para dormir na casa das irmãs ela aproveita para levar roupas para lavar.  Às vezes com filete de água que vem enche um pouco a máquina de lavar roupa, mas a situação é muito difícil disse Rosana.  Rosana disse que desde a última quarta-feira não tinha água nenhuma não dá para lavar a casa ou fazer qualquer limpeza mais pesada em sua residência. Rosana disse que como as paredes estavam estufando teve que chamar um pedreiro para arrumar, e o serviço tinha terminado ontem e ela não teria água para nem mesmo limpar a casa.  Segundo a moradora a situação piorou depois que abriram mais loteamentos para cima de sua residência e a situação está crítica a mais de um mês.  Antigamente acabava a agua, mas quando o abastecimento de água voltava, vinha com pressão e dava para encher a caixa agora o único jeito foi arrumar um tambor de 200 litros de uma caixa para deixar próximo da torneira do registro por que a água não tem força para subir na caixa.  Duas ruas abaixo da casa da entrevistada tem água e alguns moradores ali ficam lavando calçado. O marido de Rosana é caminhoneiro e quando chega a noite tem que tomar banho de canequinha. Se eu pagasse aluguel eu sairia daqui mas a casa é minha, disse Rosana. Segundo Rosana ela chegou a ligar lá no SAAEJ e disseram que ela tem que rezar para chover, pois como ela mora em um local Alto da cidade a água chega sem pressão  Seu filho chega em casa do trabalho e quase não encontra água para tomar banho.  Rosana é faxineira já perdeu Algum serviço por que algumas casas onde ela trabalhava também não tem água   Mesmo sem água na última conta da entrevistada foi de 70 reais, 10 reais a mais do que no período em que o problema não era tão grave.  Às vezes ela recorre ao caminhão- pipa e nem sempre é bem atendida, frisou Rosana.   Rita de Cássia Barbosa que mora no solar Corinthiano e também sofre com a falta da água, não conseguindo lavar roupa em casa por exemplo. Ela tem um filho de 7 anos que fica na casa da avó e já vem de banho tomado já que em sua residência falta água  Rita é cabeleireira e tem um salão onde mora e às vezes atende clientes com a canequinha, sendo que o salão ficou fechado uma semana porque não havia água para nada. Ela já percebeu a diminuição de clientes que vendo a falta da água em seu salão, desistem de serem atendidas  Rita às vezes chama caminhão pipa mas isso já causou o rompimento de alguma telha e a água que caiu dentro de sua casa por que os funcionários tem que subir no telhado para abastecer a caixa.  Erica Cristina da Silva, disse que há duas semanas a água voltou normalmente em sua residência mas antes disso a água chegava sem pressão e não consegui encher a caixa que é de 2000 litros.  Segundo Érica mesmo durante o período em que não teve água a conta dela sempre continuou sendo cobrada num valor que variava entre 130 e 140 reais ao mês. O Marido de Érica é pedreiro e ela tem três filhos. Durante o período em que faltava água era um verdadeiro transtorno ela chegou a levar água do trabalho para casa para fazer 1 serviços domésticos e para beber.  Segundo Érica a falta d'água causou um transtorno tão grande que até agora, mesmo depois de duas semanas de normalização ela tem medo de chegar em casa e não encontrar água. O Site Crônica e Arte tentou falar com o Presidente do SAAEJ (Serviço Autônomo de Agua e Esgotos de Jaboticabal) Alexandre Martins,  as 14:28 horas desta segunda-feira dia 4, sendo informado que ele tinha ido inspecionar obras. Foi deixado o número de contato do Site para que ele retornasse a ligação, mas até as 17:30 h não havia recebido retorno do telefonema. O horário de expediente do SAAEJ é até as 17 horas. Na última sexta-feira, o Site Crônica e Arte entrevistou o Vice Prefeito Nelson Gimenes e entre outras questões já tinha falado do SAAEJ. Na oportunidade, Nelson Gimenez disse que a estrutura do SAAEJ deve tem problemas, como tubulação antiga (em parte ainda de amianto), rede de distribuição e captação de água. Como exemplo de problema de distribuição e captação, foi citado que existe um poço de captação próximo a Rodoviária, com uma tubulação que atravessa a cidade para abastecer a Cohab 4, do outro lado da cidade.  Existem canos antigos que se rompem e Segundo Nelson Gimenes, está em projeto a construção de 2 poços profundos e a recuperação da Antiga Estação de Tratamento de Agua e melhoria na rede e o Município conseguiu uma verba de 11 milhões de reais, para investimento. Segundo Nelson Gimenez os novos loteamentos estão sendo aprovados com a obrigatoriedade de ter poço profundo para seu próprio abastecimento, o que fará com que haja uma distribuição mais adequada de agua a ser consumida no município.